Quando eu era criança era igual um indiozinho,
Pele morena de brincar no sol,
Cabelos castanhos escuros e lisinhos lisinhos caindo na testa igual o salgueiro, Aquele sorriso de Ere,
A energia contagiante de Cosme, Damião e Doum.
Podia correr mais,
Gritar mais,
Mais energia natural,
Tinha uma ausencia perigosa de medo,
Viver era como ser a alma de um ser livre.
Embrenhado,
Subia morros e me lavava em ribeirões,
Me sentia filho de homens fortes e destemidos,
Caboclos que aprenderam a arte da vida,
A paz não existia,
Todo dia era dia de uma aventura,
Conquistar e desbravar o proprio ser,
Ser pleno de si mesmo,
Enfrentar cada guerra como se fosse a ultima,
Levar vitorias para casa,
Ser o pilar de todos,
Ostentar a grandiosidade do inabalavel,
De arco e flecha,
Corpo resistente,
Impeto de mata que cresce fechada para oprimir o inimigo,
Ainda era Ere.
Ere ainda precisa de muita coisa,
Um cafuné para dormir,
Um colo para chorar,
Uma mão para mostrar um caminho,
E um amor para acalmar seu coração de guerreiro.
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