
Outono.
Dias de vento gelado e sol magro ofuscando nossas vistas,
Me sinto razoavelmente estranho,
É como se eu estivesse sentado em uma mureta alta,
Meus pés não alcaçam o chão,
Descalços absorvem os frio do vento gelado.
Meu cabelo cresceu denovo,
E o vento fica mais gostoso assim.
Parece que estou em alguma nuvem de algum gas leve,
Que brinca ao meu redor e me faz flutuar,
Mas ainda estou na mureta com os pés gelados.
Talvez seja apenas o vento querendo ver mais um sorriso meu,
Amarelo e sem graça.
O zunido do vento nas arvores,
Todas aquelas folhas para voar mas elas ficam ali,
É um melodia cheia de melancolia,
Com uma estranha beleza,
As arvores tambem tem os pés gelados.
Da janela do trem vejo as coisas por breves momentos,
É como um quadro a ver visto,
Vai se deteriorando e mundo a todo momento.
Odeio as coisas que ficam apenas passando e que passam.
Ontem tomei um chá de camomila e fui dormir,
A janela ficou aberta e o vento entrou por ela a noite inteira,
Foi uma boa noite,
Tive bons sonhos depois de muito tempo,
Triste é que todos estão ranzinza hoje,
Queria conversar com alguem,
Mas isto não vai ser possivel.
Passei muito tempo matando e lutando com leões,
Hoje todo ferido,
Sento nna mureta descanço com os pés gelados,
Um leão senta do meu lado,
E ficamos ali juba e cabelo ao vento encostados um no outro,
Vento o mundo passar.

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